sexta-feira, 30 de março de 2012

VALE A PENA?


                                                                                                                                     
Quantas vezes pensamos, dizemos, ou pior, sentimos, esta dúvida?

Se reflectirmos um pouco, damo-nos conta que é uma questão que colocamos muitas vezes… Até porque é transversal a todas as áreas da nossa vida!

Na minha opinião, é um sentimento altamente castrante e que traz consigo um convite ao fracasso! Na realidade, o simples facto de fazermos a pergunta já reflecte uma hesitação, uma condenação da ideia original. E assim, quantas vezes deixamos cair por terra ideias geniais só porque tivemos um momento de fraqueza!? Quantas oportunidades já teremos desperdiçado?

Onde estaríamos ainda se Galileu, Einstein ou até Zuckerberg tivessem sentido o mesmo?

O que nos faz, afinal, seguir em frente? E quais as razões que nos fazem recuar?
No campo pessoal, social ou profissional encontraremos decerto respostas diferentes mas a grande revolução da questão deverá acontecer em todos eles. Quando sentirmos uma pontinha de “vale a pena?” a atrofiar uma ideia e aniquilar a nossa motivação, porque não reformular e perguntar antes: “não vale a pena porquê?”

Afinal, vale a pena sorrir? Vale a pena sonhar? Vale a pena ser feliz?
E assim será até ao derradeiro “Valeu a pena?”!




"Todas as verdades são fáceis de entender, uma vez descobertas. O caso é descobri-las."
                                                                                                                           Galileu Galilei

quinta-feira, 29 de março de 2012

INSPIRAÇÃO






Quando era miúda, da janela do meu quarto avistava uma grande colina, onde parte do ano observava vacas e ovelhas na sua rotina pastorícia. Era uma paisagem muito bonita e algo rara quando se vive tão perto de Lisboa mas, na altura, não tinha consciência disso. As horas que eu passava ali, com a cabeça apoiada sobre os braços cruzados, não eram tanto de contemplação mas mais de “alucinação”. Imaginava que, para além daquele monte, vivia algures uma menina como eu, cheia de ideias e fantasias mil que o mundo dos crescidos desvalorizava ou dizia não serem possíveis.

No mundo real nada é simples, nada é fácil! E isto deve-se tão somente ao facto do mundo real sermos nós, seres complicados e altamente viciados em ideias preconcebidas, que muitas vezes nem conseguimos entender, mas que deixamos que nos guiem cegamente!

E à medida que crescemos, se bem que começamos por pôr tudo em causa, ousamos e desafiamos regras, rapidamente  o conformismo e a inércia se entranham em nós. Faz parte da evolução pessoal de cada um, para que nos tornemos socialmente aceites. Quem não “joga” assim, fica à margem!

Agora, cerca de 30 anos passados, resolvi fazer um “reset” e ir em busca do meu “eu”, perdido com o passar dos anos. Foi  então que me dei conta que uma parte de mim ficou naquela janela. Não é algo que deva chorar ou lamentar. A vida é mesmo assim! Ou não é? Todos temos que seguir um percurso! E seguramente que cada um terá que encontrar o seu!

A questão é: como devemos encará-lo?! Devemos fazê-lo no encalço de outros, do modo como é suposto e sem margem para desvios ou, antes, devemos ir desbravando caminho, sermos livres para hesitar e voltar atrás, refletir e duvidar?

O que temos que descobrir é: O que é que nos inspira?

E se for olhar para um monte verdejante a perder de vista, então seja!