Não gosto de futebol! Não aprecio o desporto em si e não compreendo a relação de amor/ódio dos adeptos, que num par de horas passam os seus protagonistas de bestiais a bestas. Não acho piada em chamar nomes ao árbitro nem vejo necessidade em insultar o treinador. Não sou fã de toda aquela histeria fácil e menos ainda me agrada todo o vedetismo à volta dos jogadores, que são pagos pela sua profissão e como tal, tratá-los como heróis parece-me francamente desmedido!
Acho que, de certa forma, o futebol personaliza a fragilidade nacional, o desespero por alcançar uns minutos de sucesso e glória, perdidos com o passar dos séculos e apenas recuperáveis na conquista de um titulo...
Mas há, de facto, uma particularidade interessante neste ambiente de agonia e ansiedade colectiva. Reconheço aqui uma capacidade de mobilização extraordinária que não vejo no dia a dia da nação! Haver jogo é sinónimo de reunião entre amigos e ajuntamento de multidões. Numa esplanada, à volta de uns tremoços e de uma minis ou, em casa, com petisco mais ou menos requintado, as pessoas convivem e festejam (ou sofrem!!!). São os efeitos colaterais do campeonato e a esses...sim, rendo-me!
Uau! Conseguiste pôr por tuas palavras aquilo que sinto em relação ao futebol. Não ligo nenhuma ao futebol, chega até a irritar-me o protagnismo e o tempo de antena nos telejornais, mas quando é a selecção deixo-me contagiar por esta energia, que de facto, move MILHÕES!
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