Cansam-me as pessoas que passam a vida a ”puxar o lustro”!
E fazem-no constantemente. Aos outros, quando lhes interessa, e a si mesmas, de forma permanente e continuada, numa busca desesperada por encontrar algum brilho que não está lá naturalmente...
Querem resplandecer a todo o custo e esforçam-se muito... Limpa daqui, esfrega dacolá mas o lustro faz-se difícil quando a alma é desbotada. Não há flanela que resulte quando o carácter é apagado!
São estrelas baças, cujo cintilar apenas sobressai quando o das outras se apaga.
Pobres de espírito, não há como disfarçar a sua falta de luz!
E lá continuam, com o paninho na mão, à cata de algum pozinho mais cintilante, a tentar disfarçar a falta de polimento.

"O meu brilho é redutor, facilmente oxidado pelo brilho dos outros" retirado do «Diário do Outro»
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