terça-feira, 10 de abril de 2012

PUXAR O LUSTRO


Cansam-me as pessoas que passam a vida a ”puxar o lustro”!

E fazem-no constantemente. Aos outros, quando lhes interessa, e a si mesmas, de forma permanente e continuada, numa busca desesperada por encontrar algum brilho que não está lá naturalmente...

Querem resplandecer a todo o custo e esforçam-se muito... Limpa daqui, esfrega dacolá mas o lustro faz-se difícil quando a alma é desbotada. Não há flanela que resulte quando o carácter é apagado!

São estrelas baças, cujo cintilar apenas sobressai quando o das outras se apaga.
Pobres de espírito, não há como disfarçar a sua falta de luz!

 E lá continuam, com o paninho na mão, à cata de algum pozinho mais cintilante, a tentar disfarçar a falta de polimento.


Há alguém que lhes explique que o “brilho” vem de dentro para fora e não o contrário?





1 comentário:

  1. "O meu brilho é redutor, facilmente oxidado pelo brilho dos outros" retirado do «Diário do Outro»

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